O envelhecimento saudável e a quebra de tabus em torno da saúde feminina centralizaram o bate-papo no estúdio da KOM na manhã deste sábado, dia 18 de julho. A convidada especial foi a ginecologista e obstetra, Dra. Angela Cristina Siviero. A médica abordou os impactos físicos e emocionais da menopausa e detalhou como a Ginecologia Regenerativa tem revolucionado a qualidade de vida das pacientes.
Durante a entrevista, a especialista ressaltou a importância de entender mais sobre a menopausa, que é consolidada após 12 meses consecutivos sem a menstruação. Conforme pontuou a médica, os sintomas vão muito além dos tradicionais “calorões” (fogachos), englobando também distúrbios do sono, alterações marcantes de humor, fadiga e a diminuição da libido.
Rompendo os mitos da Terapia de Reposição Hormonal (TRH)
Questionada sobre a segurança dos tratamentos atuais, a Dra. Angela explicou que a Terapia de Reposição Hormonal evoluiu significativamente e, quando bem indicada e individualizada, traz benefícios profundos para a proteção cardiovascular, a saúde óssea e o bem-estar diário. Segundo ela, o medo generalizado que existia no passado deu lugar a critérios médicos modernos e seguros, analisando-se rigorosamente o histórico e o estilo de vida de cada paciente para determinar o melhor caminho — seja através de vias tradicionais ou de abordagens integrativas.
A Revolução da Ginecologia Regenerativa
O grande destaque da manhã foi a apresentação dos recursos da ginecologia regenerativa e funcional. A médica explicou que, com a queda do estrogênio na menopausa, muitas mulheres sofrem em silêncio com a atrofia genital, que causa secura vaginal crônica, dores e desconforto nas relações sexuais, além de infecções urinárias de repetição e escapes involuntários de urina ao tossir ou fazer exercícios.
“A ginecologia regenerativa foca em devolver a funcionalidade e a saúde dos tecidos íntimos”, destacou a profissional. Tratamentos modernos com o uso de tecnologias como o laser vaginal e a radiofrequência estimulam a produção natural de colágeno e a vascularização da região pélvica de forma indolor e sem necessidade de centro cirúrgico. Conforme a doutora, os procedimentos não tratam apenas o aspecto estético, mas restabelecem a saúde funcional profunda, impactando diretamente na recuperação da autoestima e da vida conjugal, principalmente das mulheres na maturidade.
Para quem não pôde acompanhar ao vivo ou deseja rever todas as orientações médicas detalhadas e as perguntas respondidas pela especialista, a transmissão na íntegra está disponível:













