A unidade móvel da KOM FM e TV esteve presente na manhã desta quarta-feira, dia 23 de setembro, nas margens do Rio das Antas, na divisa entre Cotiporã e Bento Gonçalves, para verificar a situação da ponte sobre o rio após o expressivo volume de chuva registrado na última segunda-feira, dia 21.
Em entrevista exclusiva conduzida pelo repórter Marcos Bergamin, o prefeito de Cotiporã, José Carlos Breda, abordou o agravamento do cenário no local, os entraves burocráticos enfrentados pelo município e os próximos passos para restabelecer a ligação rodoviária entre as duas cidades.
Força das águas e acesso bloqueado
O expressivo volume pluviométrico acumulado em curto espaço de tempo fez o nível do Rio das Antas subir rapidamente, inundando e cobrindo de lama e troncos os acessos à travessia. Devido ao nível elevado da correnteza e aos depósitos de barro na pista, a aproximação e a visualização completa da estrutura permanecem inviabilizadas por solo, sendo necessária a utilização de drones assim que as condições permitirem.
Imagens preliminares obtidas nas margens indicam que a força das águas atingiu e arrastou novamente parte da estrutura (aparentemente o primeiro tabuleiro da ponte do lado pertencente a Bento Gonçalves).





Fotos e reportagem: Marcos Bergamin/KOM FM e TV
Entrave pericial e burocrático
Durante o bate-papo ao vivo, o prefeito explicou os motivos pelos quais os trabalhos de recuperação não foram iniciados antes do novo evento climático:
- Suspensão pelo Tribunal de Contas: As intervenções planejadas pelo município dependiam de uma perícia técnica solicitada pelo Tribunal de Contas. A análise visava apurar eventual responsabilidade ou falhas de execução em reformas anteriores.
- Relatório preliminar: Breda revelou que recebeu o relatório pericial preliminar na última terça-feira (22). O documento confirmou que o projeto elaborado pela prefeitura — focado no reforço estrutural completo e não apenas na recolocação simples das partes deslocadas — era o procedimento correto.
- Atraso involuntário: O início das obras de reforço estava agendado justamente para esta terça-feira (22), mas foi completamente inviabilizado pela tempestade e pela enxurrada que atingiram a região no início da semana.
Ponte nova como única solução definitiva
Diante do novo colapso e do histórico de instabilidade no local, José Carlos Breda foi taxativo ao apontar o futuro da travessia:
“Sem conversar com ninguém, eu já posso dizer: não adianta a gente continuar investindo recurso ali. Nós temos que buscar, sim, uma ponte nova para esse local. Essa ali já não serve mais.”
A administração municipal aguardará o recuo do nível do Rio das Antas para mensurar com precisão a extensão dos estragos e, em conjunto com o município de Bento Gonçalves e órgãos estaduais, direcionar os esforços na busca por recursos para uma estrutura definitiva.
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