Dois anos depois, a Serra das Antas ainda carrega as marcas de um dos episódios mais críticos já registrados na BR-470, no Rio Grande do Sul. As fortes chuvas que atingiram a região provocaram deslizamentos, quedas de barreiras e danos estruturais severos, comprometendo completamente a trafegabilidade no trecho entre Veranópolis e Bento Gonçalves. Desde então, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) atua de forma contínua na reconstrução e na ampliação da segurança da rodovia.
As intervenções foram estruturadas em dezenas de pontos ao longo da serra, considerando a complexidade geológica e os riscos associados à instabilidade do terreno. Ao longo desses dois anos, o DNIT avançou em obras de contenção, reconstrução de taludes, implantação de dispositivos de drenagem e execução de estruturas especiais, como viadutos, que visam reduzir a exposição da rodovia a áreas críticas.
Atualmente, cerca de 75% das intervenções previstas já foram executadas. Dos mais de 80 pontos de obras de grande porte mapeados inicialmente, 59 já foram concluídos, enquanto 36 seguem em andamento e outros seis estão programados para início nas próximas etapas.
Atualmente, cerca de 75% das intervenções previstas já foram executadas. Dos mais de 80 pontos de obras de grande porte mapeados inicialmente, 59 já foram concluídos, enquanto 36 seguem em andamento e outros seis estão programados para início nas próximas etapas.
Um dos principais destaques neste momento é o avanço dos viadutos em construção. O viaduto A, nas proximidades da ponte no km 192, encontra-se em fase final, com serviços de revestimento em concreto e execução das cabeceiras. Essa etapa é fundamental para a conexão da estrutura com a pista existente, e a previsão é de liberação do tráfego no início de junho.
Já o viaduto B, no km 193, passa por readequação após uma ocorrência registrada durante a execução das vigas. As equipes atuam na desmontagem da estrutura metálica comprometida e na substituição integral dos elementos. Com o ajuste no cronograma, a expectativa é de que o tráfego seja liberado até o final de setembro.
Ao todo, os serviços envolvem centenas de profissionais e equipamentos distribuídos nos diferentes lotes da obra: o Lote 01 conta com 96 trabalhadores e 58 equipamentos; o Lote 02, com 44 trabalhadores e 20 equipamentos; o Lote 03, com 32 trabalhadores e 9 equipamentos; o Lote 04 soma 61 trabalhadores e 18 equipamentos; o Lote 05 possui 44 trabalhadores e 16 equipamentos; e o Lote 06 reúne 117 trabalhadores e 39 equipamentos. A equipe de supervisão atua com 10 profissionais e nove equipamentos no acompanhamento técnico das intervenções.
Mesmo com o avanço das obras, a operação da rodovia ainda exige atenção dos usuários. O sistema de comboio segue sendo adotado durante o dia, garantindo a passagem controlada de veículos. À noite, a BR-470 permanece com bloqueio total, em função da execução de serviços e da necessidade de monitoramento constante das condições da serra.
O DNIT mantém vigilância permanente sobre as condições climáticas, podendo realizar bloqueios preventivos em caso de chuvas intensas, priorizando a segurança dos usuários e das equipes de trabalho. Interrupções pontuais e ajustes operacionais também podem ocorrer, especialmente nas fases de integração das novas estruturas à rodovia existente. A expectativa é de que, com a manutenção de condições climáticas favoráveis, as obras avancem de forma significativa ao longo do primeiro semestre de 2026. A conclusão está prevista para o decorrer do ano, consolidando melhorias estruturais importantes e ampliando a segurança em um dos trechos mais desafiadores da malha rodoviária federal no estado


