Uma missão técnica antigranizo está sendo realizada em Santa Catarina com o objetivo de conhecer o funcionamento do sistema adotado no estado vizinho e avaliar a viabilidade de implantação da tecnologia em municípios da Serra Gaúcha. A agenda integra uma mobilização conjunta de lideranças políticas e equipes técnicas em busca de soluções preventivas frente aos recorrentes prejuízos causados por episódios de granizo no Rio Grande do Sul, especialmente na agricultura. O assessor do deputado estadual Guilherme Pasin, Danrlei Pilatti, ex-prefeito de Nova Pádua, participa da missão.
Durante o roteiro, a comitiva visita, em Fraiburgo, a empresa AGF Antigranizo e o radar meteorológico, além das instalações da empresa Fischer, referências na aplicação da tecnologia. Em Videira, o grupo conhece a Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina). Já em Caçador, a agenda inclui visita à Prefeitura Municipal para apresentação do projeto no município.
O sistema catarinense utiliza geradores de iodeto de prata, tecnologia que reduz o tamanho das pedras de gelo ainda na atmosfera. Estudos e experiências locais indicam eficiência entre 60% e 90%, a depender das condições climáticas. A expectativa das lideranças envolvidas é de que o Governo do Estado participe com aporte de recursos, enquanto a manutenção ficaria sob responsabilidade dos municípios.
Atualmente, 24 municípios gaúchos já manifestaram interesse em aderir ao programa: Alto Feliz, Antônio Prado, Bento Gonçalves, Campestre da Serra, Caxias do Sul, Coronel Pilar, Dois Lajeados, Farroupilha, Feliz, Flores da Cunha, Garibaldi, Guaporé, Ipê, Monte Belo do Sul, Nova Pádua, Nova Roma do Sul, Pinto Bandeira, Santa Tereza, São Francisco de Paula, São Marcos, São Valentim do Sul, Vale Real, Veranópolis e Vespasiano Corrêa.
O deputado estadual Guilherme Pasin acompanha a iniciativa e reforça a importância de ações preventivas para garantir segurança à produção agrícola. “Precisamos avançar em políticas públicas de prevenção. O granizo causa prejuízos recorrentes aos nossos produtores e à economia regional. Conhecer experiências que dão certo, como a de Santa Catarina, é fundamental para construirmos soluções viáveis e eficientes para o Rio Grande do Sul”, destaca Pasin.







