Aproximadamente 47% da produção nacional de maçã está no Rio Grande do Sul e abertura oficial da colheita da safra 2025/2026 ocorreu em Vacarina, nos Campos de Cima da Serra. O município, junto com Bom Jesus, Monte Alegre dos Campo, São Francisco de Paula e Caxias do Sul está entre os maiores representantes, com destaque para as variedades Fuji e Gala.
De acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), a projeção para a safra é de 1,05 milhão a 1,15 milhão de toneladas, retomando patamares próximos à média histórica do setor após dois anos de volumes mais baixos. Para o presidente da ABPM, Francisco Schio, o momento é de consolidação da qualidade aliada à retomada produtiva.
“Esta safra sinaliza a volta a volumes mais próximos da normalidade, com um diferencial importante de qualidade. Temos maçãs com excelente padrão visual, sabor equilibrado, além de alto nível de tecnificação no campo, o que fortalece a competitividade do Brasil”, afirmou.
A atual safra mostra, segundo o diretor executivo da ABPM, Moisés Lopes de Albuquerque, que o setor “segue forte, organizado e comprometido com a qualidade, a sustentabilidade e o desenvolvimento do Brasil”.
A projeção para a safra 2025/2026 é de 60 mil toneladas exportadas, com participação expressiva do Rio Grande do Sul, responsável por cerca de 40 mil toneladas, e de Santa Catarina, com 20 mil toneladas.
“Exportamos para mais de 20 países e isso é essencial para o equilíbrio do setor, especialmente durante a safra, quando a oferta interna é maior”, ressaltou o diretor executivo da ABPM.
Os embarques atendem mercados como Índia, Portugal, Irlanda, Emirados Árabes Unidos, Rússia, Reino Unido, Bangladesh, Países Baixos e Arábia Saudita. O superintendente federal do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) no Rio Grande do Sul, José Cleber Dias de Souza, destacou a responsabilidade do setor e do poder público na consolidação da fruticultura nacional.
“É uma responsabilidade dar continuidade e aperfeiçoar cada vez mais esse trabalho, auxiliando o Brasil a sair da condição de importador, como era na década de 1970, para a de exportador. O Ministério da Agricultura e Pecuária tem uma contribuição fundamental nesse processo”, destacou.
O secretário adjunto da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena, participou do evento, no sábado, e destacou que a cultura da maçã é motivo de orgulho nacional, assim como gaúcho, por diversos fatores.
“Pelo fator econômico, pelo desenvolvimento da região, mas também pela qualidade sanitária. Temos compreensão plena que o desenvolvimento econômico dos setores produtores de alimentos depende de uma defesa sanitária de altíssimo nível, e isso passa pelas parcerias entre o governo estadual, federal e setor produtivo”, enfatizou o adjunto da Seapi.
Visando a qualidade sanitária da produção, o secretário adjunto destacou que a Secretaria da Agricultura vai firmar um convênio com a Embrapa Uva e Vinho para o controle biológico da mosca das frutas. O diretor de Defesa Sanitária Vegetal da Seapi, Ricardo Felicetti, também participou da cerimônia.
Eficiência, qualidade e responsabilidade
O anfitrião do evento da empresa Rasip Agro, Sérgio Barbosa, afirmou que os produtores mostram sua capacidade todos os dias, de produzir com eficiência, qualidade e responsabilidade, contribuindo de forma decisiva para o desenvolvimento do país.
“Esse ano teremos um cenário positivo, depois de safras desafiadoras em razão dos eventos climáticos. Voltaremos ao patamar mais perto da normalidade em questão de produtividade”, afirmou.