CNH 70% MAIS BARATA: Ministro Renan Filho detalha o fim da “Indústria da Reprovação” e o novo modelo do SUS do Trânsito

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Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) e Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) promovem audiência pública conjunta para debater o plano de atuação do governo para estruturação nacional dos sistemas de transportes do Brasil, para os próximos anos. Mesa: ministro de Estado dos Transportes, Renan Filho. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O processo de habilitação no Brasil está passando por uma das maiores transformações das últimas décadas. Em entrevista exclusiva, o Ministro dos Transportes, Renan Filho, detalhou como as novas regras estão desburocratizando a retirada da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), combatendo taxas abusivas e focando no que realmente salva vidas.

Confira os principais pontos da entrevista organizados por eixos temáticos:
1. O Fim da “Indústria da Reprovação” e as Novas Provas

O Ministro abriu a fala criticando o modelo anterior, que, segundo ele, punia o cidadão com exigências mecânicas que a tecnologia já superou.

  • Padronização Nacional: O governo está unificando os critérios dos Detrans para evitar que cada estado crie suas próprias dificuldades.
  • A questão da Rampa e Baliza: Renan Filho explicou que exigir o domínio manual da rampa em um mundo onde os carros são automáticos ou possuem assistentes de partida servia apenas para reprovar e gerar taxas de reteste.
  • Foco na Prática Real: O exame agora deve avaliar se o motorista sabe se comportar no trânsito, e não apenas se ele domina manobras que o próprio carro já executa sozinho.

2. O Impacto Direto no Bolso: Redução de até 70% nos Custos

Um dos pontos mais celebrados na entrevista foi a queda drástica no valor total para tirar a CNH, com destaque especial para o cenário gaúcho.

  • O exemplo do Rio Grande do Sul: O Ministro citou que, no RS, a CNH era uma das mais caras do país (entre R$ 4 mil e R$ 5 mil). Com as novas regras, o custo caiu drasticamente, chegando a uma redução de 70%.
  • Corte de Taxas Extras: Ao reduzir as reprovações por critérios obsoletos, elimina-se o ciclo de “taxa de reteste + aulas extras obrigatórias”, que encarecia o processo.

3. A Nova Realidade dos CFCs (Autoescolas)

Indagado sobre como ficam os Centros de Formação de Condutores, o Ministro comparou a mudança à modernização de outros setores, como o bancário.

  • Adaptação Necessária: Assim como os bancos tiveram que se adaptar ao Pix, os CFCs precisam entender que o modelo de negócio não pode ser baseado na dificuldade imposta ao aluno.
  • Volume vs. Taxa: A lógica é que, com uma CNH mais barata, muito mais pessoas procurarão o serviço para sair da clandestinidade, compensando a queda no valor das taxas individuais com um volume maior de alunos legalizados.

4. Reciclagem: Educação Sim, “Pedágio” Não

Sobre quem já é motorista e cometeu infrações, o Ministro garantiu que o sistema de reciclagem continua, mas com foco em inteligência e acessibilidade.

  • A Reciclagem vai continuar: Renan Filho foi enfático ao dizer que o instrumento de reciclagem é necessário para a segurança, mas não pode ser um impeditivo financeiro.
  • Inclusão Digital: O processo de reciclagem será facilitado e barateado. O objetivo é que o motorista profissional, por exemplo, consiga se regularizar rapidamente sem ter que pagar valores abusivos.
  • Combate à Clandestinidade: O Ministro defende que, se a reciclagem for cara demais, o motorista continuará dirigindo sem documento e fugindo da polícia. Baratear é a forma de trazer esse condutor de volta para a legalidade e fiscalização.

5. Segurança Viária e os Novos Vilões

Para fechar, o Ministro destacou que a modernização das provas não significa “afrouxar” a segurança, mas sim focar no que realmente causa acidentes hoje.

  • Celular ao Volante: Este é o foco principal da nova formação e reciclagem. Para o governo, o celular é o maior causador de mortes no trânsito moderno.
  • Formalização é Segurança: Ao facilitar o acesso à CNH, o governo garante que mais pessoas estejam habilitadas e dentro do sistema de pontuação. “É melhor ter o motorista dentro do sistema, podendo ser fiscalizado, do que na ilegalidade”, concluiu o Ministro.

O que essa notícia significa para você, leitor da KOM?

A mensagem central do Ministério é a de que a CNH deve ser um direito acessível para o trabalho e a mobilidade, e não um privilégio para quem pode pagar taxas abusivas. A tecnologia nos carros e a digitalização dos processos são as grandes ferramentas para essa economia.

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