Esquema de pirâmide financeira que pode ter feito mais de cinco mil vítimas é investigado em Nova Prata

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Um suposto esquema de pirâmide financeira, que pode ter feito mais de cinco mil vítimas na Serra, está sendo investigado pela Delegacia da Polícia Civil de Nova Prata. A ação envolvia o depósito de uma quantia entre R$ 500 a R$ 2 mil com a promessa de retorno em dobro a partir do cumprimento de metas online, além de atrair mais pessoas para a atividade. Pelo menos 23 pessoas já registraram boletim de ocorrência na delegacia até esta quinta-feira, dia 5. 

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Liliane Pasternak Krann, o estabelecimento que realizava a captação das vítimas estava localizado no centro de Nova Prata e já foi fechado. Porém, para participarem, as pessoas precisavam depositar os valores em uma plataforma online. Após a aplicação da quantia, elas recebiam diversas metas, sendo uma delas avaliar hotéis de outros países pela internet. Outra chance de receber prêmios era “girar” uma roleta no aplicativo. 

— Tinha gente que colocava R$ 540, uns R$ 1 mil e outros R$ 2 mil.  Quase todo mundo que denunciou foi nesses R$ 2 mil e recebiam algumas tarefas para fazer como analisar hotéis e dar pontuações. Porém, elas nunca foram nesses locais. Ainda não sabemos bem como era a dinâmica das metas, mas elas também giravam uma roleta no aplicativo e ganhavam prêmios, como celulares, cafeteiras, um valor — destacou. 

Junto disso, quem entrava na plataforma precisava atrair mais pessoas. Quanto mais, maior era a “recompensa”, segundo a delegada. Por esse motivo o número de vítimas pode chegar a cinco mil, com moradores de Nova Prata, Veranópolis e Nova Bassano. 

— Para você entrar, tinha que fazer quatro indicações e essas pessoas tinham que colocar dinheiro. Se elas colocassem, você era premiado, se não, perdia o dinheiro aplicado dentro da retenção de valores. Não tinha contrato entre eles. A empresa não tinha sequer um CNPJ. Com isso, nós estimamos que mais ou menos cinco mil pessoas tenham investido nesse local porque, pelos relatos, teve gente que levou 14 pessoas para o esquema, outro tinha conseguido 40 pessoas por exemplo — esclarece. 

Liliane destaca que os que atraíram novas vítimas também podem ser investigados. 

— A lei possibilita responsabilidade criminal de quem também cooptou pessoas sabendo do que estava fazendo, sabendo da insegurança, trouxe outras pessoas, porque tinham que fazer isso. Segundo os relatos, cada pessoa brigava “ferozmente” para que os outros viessem para atividade — comenta. 

A delegada contou que algumas das vítimas chegaram a deixar os empregos e buscarem empréstimos para aplicarem valores na plataforma. Porém, apesar das investigações, não há garantia de recuperação do dinheiro investido. 

— Há a tentativa de identificação do destino desses valores. A gente fala que é uma tentativa porque as pessoas depositavam numa plataforma que já saiu do ar. Eles recebiam um link que era direcionado para uma VPN para eles fazerem essa transação fora de rastreio. Então, tem uma dificuldade grande de verificar o destino final. A gente imagina que esse dinheiro já tenha evaporado há muito tempo, para contas fantasmas, inexistentes, mas vamos tentar rastrear a remessa desse dinheiro — reforçou. 

Com informações de Pioneiro.

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